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Pelé delira e se considera mais famoso do que Jesus Cristo
A exemplo de John Lennon, que nos anos 60 afirmava ser mais famoso do que Jesus Cristo, Pelé declarou que sua fama alcança não só cristãos como também outras crenças no mundo todo. "Pode ser blasfêmia, mas tem lógica", disse o rei do futebol em entrevista à agência italiana Ansa.

"Sou católico e sei o que Ele e Seus valores significam, mas no muno há pessoas que acreditam em outras coisas, Na Ásia, por exemplo, existem milhões de budistas. Talvez não saibam quem é cristo, porém de Pelé ouviram falar", completou.

A comparação com o Filho de Deus foi feita ao reforçar a tese de que o futebol é a atividade mais democrática do mundo com forte poder de influência sobre as pessoas.

Pelé deixou a modéstia de lado e soltou a língua em entrevista à agência de notícias Ansa. O rei do futebol falou sobre a democracia do futebol, da comparação com Maradona e de Jesus Cristo, além de analisar fatos de sua carreira e do futebol mundial. Sobre a importância do futebol no mundo, Pelé não deixou dúvidas de que considera o futebol uma das coisas mais democráticas do planeta. “A bola é redonda e rola por todos da mesma forma. Por isso, o futebol é a coisa mais democrática do mundo”, afirmou.

O rei do futebol reafirmou que “no futebol todos são iguais” e destacou que a Fifa, entidade que controla o futebol no mundo, tem mais associados do que a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Hoje a Fifa tem mais afiliados que a ONU. O futebol não é racista. Basta lembrar quantos outros negros fizeram história no esporte. Além disso, faz um enorme trabalho social e traz desenvolvimento. As empresas que mais cresceram nas últimas décadas são ligadas ao setor, como as de material esportivo”, comentou.

Para exemplificar a força da modalidade, Pelé exagera e cita um fato que, segundo ele, pode ser considerado “uma blasfêmia, mas possui lógica”: ser mais conhecido que Jesus Cristo. “Sou católico e sei o que Ele e Seus valores significam, mas no mundo há pessoas que acreditam em outras coisas. Na Ásia, por exemplo, existem milhões de budistas. Talvez eles não saibam quem é Cristo, mas de Pelé eles já ouviram falar. E isso representa uma responsabilidade enorme”, afirma o ex-jogador, referindo-se a todas as pesquisas mundiais em que, segundo ele, seu nome é mais citado do que o de Jesus.

Os números também foram a base para a comparação com Maradona. Ele respondeu à polêmica de quem teria sido melhor: também utilizando estatísticas. “Basta olhar os fatos, eu era nitidamente mais completo. Sabe quantos gols Diego fez de cabeça? Eu digo. Nenhum. Já Pelé fez 100. E com o pé direito? Eu ao todo marquei 1.281 vezes. O problema é que os argentinos não se conformam. Primeiro me compararam com Di Stefano, depois com Sivori, e então com Maradona. Primeiro decidam quem é o melhor destes três e depois aceitem que eu sou melhor”, acrescenta o rei.

 
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