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Ao contrário do que muita gente pensa, o casamento não está com os dias contados. Em todo o território nacional constata-se um avanço no número de matrimônios oficiais. O dado é do IBGE que pesquisou informações em todos os 15.970 cartórios brasileiros. De acordo com a estatística, foram realizados nada menos que 807 mil casamentos civis em um ano no país. 7,7% a mais do que o registrado em 2003. Em termos absolutos foi a maior marca observada nos últimos 10 anos.
Por outro lado, tanto separações judiciais quanto o número de divórcios caiu no ano passado em relação a 2003. 93 mil casos de separações judiciais e 130 mil divórcios. Os números ainda são elevados, mas as quedas de 7,4% e 3,7% respectivamente podem assinalar uma mudança de percurso. Isto porque nos últimos anos o número de divórcios tem crescido substancialmente. De pouco mais de 105 mil em 1998 para 135.564 em 2003.
Apesar de os números mostrarem-se favoráveis o fato é que precisamos estar alertas. O diabo nosso adversário anda em derredor bradando como um leão procurando alguém que possa tragar. Mesmo no “arraial dos crentes” muitos estão com casamentos esfacelados e outros até divorciados. Precisamos nos levantar.
Cremos que estes números são resultado de nossa oração e também pela conversão de muitas pessoas. Contudo há muito a ser feito.
Seu casamento deve ser modelo para sua família e amigos. Não deixe o diabo destruí-lo. Matricule-se nos cursos da Escola da Família e desfrute do melhor de Deus para a sua Vida Conjugal.
Vamos juntos mudar este jogo em favor do Reino de Deus e quem sabe possamos até ler a manchete: Brasileiro não se divorcia mais.
Informações e matrículas para os cursos da Escola da Família podem ser obtidas pelo telefone (62) 3251 0505, ramal 130 ou pessoalmente na secretaria da Escola de Ministério.
Delfino Adorno
leia matéria completa abaixo:
Casamento volta à moda
Aumenta 7,7% o número de uniões e Goiás é 9º no ranking nacional. Crescimento econômico do País contribui
O empresário Denis Souza Moraes, 19, e a vendedora Carla Alves Porto Moraes, 21, fazem hoje para parentes e amigos a festa para comemorar o casamento registrado ontem em um cartório de Goiânia. O casal se conheceu há seis anos, mas só em maio deste ano resolveram namorar. Dois meses depois, ao decidirem trocar alianças no fim do ano, se juntaram a outros milhares de casais que levaram o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a constatar que brasileiros estão se casando mais.
Pesquisa divulgada ontem pelo órgão mostra que foram realizados 806.968 casamentos em todo o País ano passado, aumento de 7,7% em relação a 2003. É o maior número em dez anos de pesquisa, que confirma tendência de crescimento da quantidade de uniões civis registradas, após quase uma década de queda. Goiás aparece em 9º lugar entre os Estados que mais registraram casamentos em 2004. Foram 27.739. O primeiro é São Paulo, com pouco mais de 221 mil casórios. Entre as capitais, Goiânia fica em 6º, com 8.113.
Juíza da 2ª Vara da Família em Goiânia há nove anos, Maria Luíza Póvoa Cruz diz que há alguns anos ocorre um processo de transformação de valores e as pessoas dão um significado diferente à instituição do casamento. Hoje, casa-se mais por vontade de estar junto ao cônjuge e ciente das liberdades existentes no meio social. Antes, o casamento era marcado por aparências e conveniências e a sociedade era bem mais fechada e repleta de tabus.
“O casamento hoje se institui pelo afeto. As pessoas sabem que têm liberdade, que o divórcio deixou de ser tabu e procuram o casamento como uma forma de constituir família com uma pessoa com quem se sente bem próxima. A união estável não desnaturou o casamento, que hoje se alicerça na vontade de estar ao lado de alguém”, disse.
Ao comentar o que o levou a pedir Carla em casamento, Denis diz com palavras mais simples o mesmo que a juíza. “O que faltava em mim, encontrei nela. E isso aconteceu com ela também. Nunca pensei em me casar antes, mas com ela eu tive essa vontade. É um sentimento especial”, disse.
O levantamento do IBGE aponta que, paralelamente à discussão sobre o valor do casamento na sociedade, questões financeiras têm grande interferência na hora do “sim”. O crescimento é em parte por causa da realização de casamentos coletivos em diversos municípios, sejam patrocinados por prefeitura, igreja ou instituições.
Outro dado que, para os pesquisadores, confirma a importância dos fatores financeiros neste fenômeno é o fato de ser no mês de dezembro que se registrou o maior número de casamentos. Tendência que se repete há três décadas. Maio, apesar de ser o mês “das noivas”, aparece como o sexto mês preferido pelos casais para trocarem as alianças. Mês de casamento para o brasileiro é o do 13º na mão. Foram 105.133 casamentos em dezembro de 2004 contra 70.502, em maio do mesmo ano.
“Temos observado que a maior procura por casamentos está ligada à retomada do crescimento econômico por que passa o País. Questões econômicas interferem na hora de o casal procurar oficializar a união”, fala Cláudio Dutra Crespo, gerente de estatísticas vitais do IBGE.
Segundo a procuradora-chefe do Contencioso, Rose Marye de Castro Curado, da Procuradoria-Geral de Goiânia, muitas pessoas deixam de se casar por causa dos custos e os casamentos coletivos são uma oportunidade de os casais oficializarem a união já factual. Pela primeira vez em Goiânia, a Prefeitura, por meio da Procuradoria do Contencioso, realizou um casamento coletivo. Foi no segundo semestre deste ano e envolveu 500 casais.
“Tem gente idosa que nos procura para se casar. É um sonho de muita gente. Ultimamente temos visto a juventude resgatando essa vontade, talvez por uma questão de encarar a vida como uma coisa mais séria”, disse. A lista de interessados em participar do próximo casamento coletivo, que não tem data para acontecer, já passou de mil.
Mais tempo de namoro
Apesar de em números absolutos o total de casamentos ser o maior da última década, a pesquisa mostra que, proporcionalmente ao número de habitantes, a tendência continua de queda. Quando se relaciona o número de casamentos ao da população chega-se à taxa de nupcialidade que, no ano passado, ficou menor que em dez anos antes. Em 1994, havia 7,2 casamentos para cada mil pessoas com mais de 15 anos de idade. No ano passado, essa taxa ficou em 6,2. É maior que os quatro anos anteriores, mas continua abaixo do registrado entre 1994 e 1999. Desde 2002 que este índice registra aumento.
Homens e mulheres estão esperando mais tempo para se casar. A idade média dos homens que assinam seus nomes ao lado das cônjuges no livro de registro civil dos cartórios passou de 28,1 anos para 30,4 anos entre 94 e 2004. Entre as mulheres, passou de 24,2 anos para 27 anos no mesmo período.
Mesmo assim, os jovens com menos de 24 anos de idade continuam sendo os principais responsáveis pela maior procura de registros de uniões.
Diminuem separações
Os casais que se divorciam ficam juntos 11 anos e meio, em média. É o que apontou a pesquisa do IBGE feita em 2004. A variação é grande quando o fato é analisado conforme a unidade da Federação. Em Goiás, estas uniões duraram em média 10,9 anos. No Amazonas é que se constatou o período mais curto: 8,8 anos. No Rio Grande do Sul, foi o contrário: 13 anos.
Outro dado que o IBGE mostra é que o número de separações judiciais e divórcios caiu levemente entre 2004 e 2003. O número de separações judiciais (quando o ex-cônjuge ainda não pode se casar com outro parceiro) caiu 7,4%, passando de 100.985, em 2003, para 93.525. Já o número de divórcios apresentou um declínio bem menos acentuado, apenas 3,7%, passando de 135.564 para 130.527.
A queda significa a interrupção de uma trajetória de crescimento gradativo e constante que vinha ocorrendo desde 1994, exceções em 1996 e 2001. “Mas essa queda foi tão pequena que podemos dizer que se trata de uma estagnação por enquanto”, disse Cláudio Dutra, do IBGE.
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